Cortar o Turismo é Cortar o Futuro da Cidade!

Nos momentos em que a redução de custos se torna imperativa, observa-se que a pasta de Turismo é uma das primeiras a sofrer cortes orçamentários. Isso acontece mesmo diante de uma evidência amplamente consolidada: o turismo promove emprego e renda. No entanto, na prática, ainda é tímido o investimento efetivo nesse setor — especialmente do ponto de vista estratégico e financeiro.

Dados do CAGED mostram que, nos últimos 12 meses, mais de 207 mil empregos formais foram criados nas atividades turísticas no Brasil, com destaque para os segmentos de alojamento, alimentação, arte, cultura e eventos. Só, nos últimos dois anos, foram mais de 405 mil postos formais criados. Com números tão expressivos, não há como se falar que a atividade é um gasto supérfluo.
Dentro do tripé da sustentabilidade (PPP) — people, planet, profit – pessoas, planeta e lucro — o último, quando se fala em investimento público em Turismo muitas vezes é negligenciado. Sem viabilidade financeira, não há turismo de qualidade possível. É nesse contexto que ganham importância os planos diretores de turismo municipais: instrumentos que, quando alinhados a metas claras de geração de renda, transformam intenções em ações estruturadas.
Infelizmente, apesar de ser obrigatório para que um município seja considerado turístico ou de interesse turístico, muitos gestores não seguem as diretrizes dos planos — preferindo destinar recursos para eventos emergenciais e misturados à agenda social ou comunitária, ao invés de focar em renda local e fortalecimento do comércio e dos empreendedores.
Obras como calçamento, saneamento e iluminação são necessidades básicas. Contudo, a entrega urbanística e arquitetônica ganha outra dimensão quando pensada com propósito turístico. A iluminação urbana, por exemplo, deve ter caráter cênico e decorativo, valorizando o entorno e atraindo visitantes para o comércio local. Calçamentos e ruas pensadas na padronização, identidade histórica, acessibilidade e mais espaço a pedestres facilitando ao fluxo de turistas de um local a outro.

sobre o autor

  • Niuara Leal possui mais de 15 anos de experiência em liderança e inovação no turismo sustentável e políticas públicas. Voltada ao desenvolvimento econômico local e regional com estratégias alinhadas à sustentabilidade e ao turismo responsável. Foi secretária Adjunta de Turismo e Assessora Especial em São Sebastião, possui mais de 12 anos como empreendedora na hotelaria e liderança em associações de Hotéis, Bares e Restaurantes, defendendo os interesses do setor. 🏆 Reconhecimentos: Iniciativas Premiadas no Braztoa de Sustentabilidade (2022 e 2023) e Top 3 no Prêmio Nacional do Turismo como Gestora Técnica. 🌍 Compromisso: Atua na conexão entre governos, empresas e comunidades, desenvolvendo políticas e projetos alinhados à Agenda 2030 da ONU para fortalecer o turismo sustentável e gerar impacto social positivo.

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