Águas de Boiçucanga

Águas de Boiçucanga

Por detrás da mata ciliar, chega o som do rio

Mais um sentido a me conectar ao alto mar

Das águas caudalosas do Rio Boiçucanga

Não para de passar por mim

Não para de saltar a pedra

Não para de nascer

Nem de encontrar o sal

Se te pareço tonto é porque o mundo gira

E meu pensamento vou mandar, junto com o rio

E quando com o sal eu encontrar, eu vou saltar

Vou correr na praia com a cachorrada

Correr com a matilha

Correr livre na areia

Correr de volta

Pra onde o rio encontra o sal

Se te pareço tonto é porque o mundo gira

Sigo caminho rumo ao alto mar, me despeço do rio

Aí o sol vai me evaporar, da superfície

Vou passear de nuvem carregada

Chover na terra

Chover na serra

E por detrás da mata ciliar

Soar o som do rio

Por detrás da mata ciliar, chega o som do rio

Das águas caudalosas do rio Boiçucanga, chega o som do rio

sobre o autor

  • Daniel Navarro é musicoterapeuta, músico, educador musical e compositor de São Paulo capital. Autor do CD “Versos Urbanos” (2006), do livro “Ínsula de Akã” (2020) e da oficina de musicalização “Jornada Sonora”, hoje vive em Boiçucanga, São Sebastião e atua como músico em hotéis e nos palcos da cidade, é professor de música nas oficinas culturais da prefeitura e aplica sua oficina nas escolas e polos culturais.

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