IML – Litoral Norte

No litoral norte, o Instituto Médico Legal (IML) fica sediado em Caraguatatuba e atende São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba. Só para configurar, o IML é responsável pelos exames de corpo delito (agressão, violência doméstica, acidentes), avaliação de crimes sexuais (recolhimento de material genético, exame de escoriações),

exame de embriaguez, sanidade mental (avaliação da capacidade do indivíduo responder seus atos), perícia de idade biológica, toxicologia, autópsia, exumação, identificação de ossadas e a liberação de corpos se dá após passar pelo IML.

A recomendação da ABC (Associação Brasileira de Criminalística) é que exista 1 perímetro para cada 5.000 habitantes, sendo que 70% (SETENTA POR CENTO) dos atendimentos são perícias em pessoas vivas. Guarda esta informação, já volto nela.

Atualmente, o IML não está atendendo a região apropriadamente. Além da dificuldade geográfica (são mais de 500 quilômetros servidos por uma única rodovia), a unidade conta com pouco efetivo o que causa situações bem bizarras. Não faz muito tempo, um corpo ficou 12 horas na rodovia perto da praia preta, mês passado, em um acidente fatal, precisaram esperar 8 horas para a chegada do IML. Lembra dos 70% dos atendimentos serem em pessoas vivas? Pois bem, vítimas de estupro (incluindo crianças) ou violência doméstica não podem tomar banho até recolher os vestígios. Imagine sair de Boracéia e percorrer quase 98 quilômetros para recolher o material genético ou da praia de Castelhanos, na verdade, não precisa ser tão longe, saindo do centro de São Sebastião já é um horror.

A Polícia Científica é responsabilidade do Governo do Estado e na sessão de 23 de junho, o vereador Renato de São Sebastião apresentou um requerimento (150/2026) solicitando uma conversa institucional entre a prefeitura, governo e secretaria de segurança do estado para a viabilização de uma unidade do IML em São Sebastião. Não é a primeira vez que o tema é abordado pelos vereadores, já que é uma reivindicação antiga dos moradores. Ver um parente seu, falecido, por 10 horas na estrada não deve ser fácil. Vamos acompanhar o desenrolar.

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